11 ago

Aumenta o poder de barganha do comprador de imóveis

PAULO CELLES

Mesmo com um cenário econômico pouco animador, a queda no ritmo de vendas e a estabilização dos preços dos imóveis devolveu ao consumidor o poder da barganha. O momento agora é ideal para quem souber aproveitar as melhores oportunidades.

As estratégias para conquistar os consumidores são muitas. Nos últimos meses, as construtoras vêm oferecendo vários tipos de promoções, de abatimento direto no valor da compra a mobília grátis.

Cabe, portanto, ao consumidor explorar a seu favor o que o mercado mais “manso” tem a oferecer. O principal é avaliar a própria situação. Já que o momento é bom para negociar e comprar, mas a situação econômica não é estável, a ideia é se endividar o mínimo possível. “O ideal é tentar fechar o negócio com o menor preço que conseguir. Para quem já tem um usado, a opção é fazer a troca; se há condições, fazer um esforço para fechar à vista. Vale até entregar o carro já quitado e financiar um novo, já que os juros do financiamento de automóveis estão muito abaixo que os do imobiliário.

Com a restrição maior do financiamento para os usados e as facilidades oferecidas para adquirir lançamentos, os novos se mostram mais atrativos para os compradores.

Para novos ou usados, é fato que o cenário atual é mais favorável do que o auge do aquecimento, entre os anos de 2012 e 2013. Mas o bom momento não significa que o consumidor pode descuidar de detalhes básicos e atemporais, como verificar a idoneidade da empresa com quem está negociando, fazer um planejamento do orçamento a longo prazo, pesquisar bastante e se informar.

“É preciso se conscientizar sobre a incerteza que existe na economia, a renda em queda, os níveis de desemprego subindo. Se comprometer com um financiamento a longo prazo diante desse contexto é complicado. É preciso estar disposto a abdicar de áreas mais privilegiadas a favor de outras que tenham um desconto maior. Aí sim pode ser uma situação favorável”, sugere a coordenadora de estudos da construção civil da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Castelo.

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